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Uma das teorias da evolução de Darwin é provada depois de 140 anos

  • Foto do escritor: Bioconservation
    Bioconservation
  • 30 de abr. de 2020
  • 3 min de leitura

Atualizado: 22 de abr. de 2024

A biológica Laura van Holstein, aluna de doutorado em Antropologia no St. John's College, Universidade de Cambridge, uma das pesquisadoras da pesquisa publicada na Proceedings of Royal Society, descobriu que as subespécies de mamíferos desempenham um papel mais importante na evolução do que anteriormente se pensava. A pesquisa agora poderia ser usada para prever quais espécies os conservacionistas deveriam se priorizar em proteger para impedir que se tornassem ameaçadas ou extintas. Apenas para deixar claro, uma espécie é um grupo de animais que podem cruzar livremente entre si. Algumas espécies contêm subespécies - populações dentro de uma espécie que diferem entre si por terem características físicas diferentes e seus próprios intervalos de reprodução. As raposas vermelhas têm 45 subespécies conhecidas espalhadas por todo o mundo. Já os seres humanos não têm subespécies. Van Holstein chama a atenção que no capítulo 3 de Sobre a origem das espécies, Darwin disse que as linhagens (descendentes com modificação) de animais com mais espécies também devem conter mais 'variedades' ( variedade expressa aqui não conota o sentido de raças - que não se define como uma subespécie, neste caso, variedade, conota o sentido de mais subespécies). Subespécie é uma definição moderna. A pesquisa investigou a relação entre as espécies e o sortimento de subespécies provando que as subespécies desempenham um papel crítico na dinâmica evolutiva a longo prazo e na evolução futura das espécies. "E elas, as subespécies, sempre tem papel crítico na dinâmica evolutiva. Era isso que Darwin suspeitava quando definia o que realmente era uma espécie", afirma Van Holstein.


A antropóloga confirmou a hipótese de Darwin observando os dados coletados pelos naturalistas ao longo de centenas de anos - muito antes de Darwin visitar as Ilhas Galápagos a bordo do HMS Beagle. Sobre a origem das espécies, por meio da seleção natural, foi publicado pela primeira vez em 1859, depois que Darwin voltou para casa após uma viagem de cinco anos de descoberta. No livro, Darwin argumentou que os organismos evoluíram gradualmente através de um processo chamado "seleção natural" - geralmente conhecido como sobrevivência do mais apto. A pesquisa também provou que a evolução acontece de forma diferente em mamíferos (terrestres), mamíferos marinhos e morcegos (não terrestres) - devido a diferenças em seus habitats e diferenças em sua capacidade de andar livremente. O estudo descobriu que a relação evolutiva entre espécies e subespécies de mamíferos difere dependendo do seu habitat. As subespécies se formam, diversificam e aumentam em número de maneira diferente nos habitats não terrestres e terrestres, e isso, por sua vez, afeta como as subespécies podem eventualmente, por exemplo, se uma barreira natural como uma cadeia de montanhas se interpõe, ela pode separar grupos de animais e colocá-los em suas próprias jornadas evolutivas. Os mamíferos voadores e marinhos - como morcegos e golfinhos - têm menos problemas físicos. barreiras em seu ambiente". E mais, a pesquisa explorou ainda se a subespécie poderia ser considerada um estágio inicial de especiação - a formação de uma nova espécie. Ela disse: "A resposta foi sim. Mas a evolução não é determinada pelos mesmos fatores em todos os grupos e, pela primeira vez, sabemos o porquê, porque examinamos a força da relação entre a riqueza de espécies e a riqueza de subespécies. Nossa pesquisa atua como outro aviso científico de que o impacto humano no habitat dos animais não apenas os afetará agora, mas também afetará sua evolução no futuro".


Van Holstein explicou: "Os modelos evolutivos agora podem usar essas descobertas para prever como as atividades humanas, como a extração de madeira e o desmatamento, afetarão a evolução no futuro, interrompendo o habitat das espécies. O impacto nos animais dependerá de como sua capacidade de deslocamento ou alcance é afetada. As subespécies animais tendem a ser ignoradas, mas desempenham um papel central na dinâmica da evolução futura a longo prazo ". O próximo passo da pesquisa será examinar como suas descobertas podem ser usadas para prever a taxa de especiação de espécies ameaçadas e não ameaçadas. O estudo será publicado em breve! Aguardem!


Referência:

St John's College, University of Cambridge. "One of Darwin's evolution theories finally proved." Science. March 2020.



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